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Autenticação Salesforce: o que muda com a evolução da MFA
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Autenticação Salesforce: o que muda com a evolução da MFA
  • Introdução
  • A evolução da MFA no Salesforce
  • Porque é que isto é relevante para as empresas?
  • O impacto para administradores Salesforce
  • O que recomendamos às organizações
  • Conclusão

Introdução

A segurança continua a ser uma das maiores prioridades para qualquer organização que utiliza plataformas empresariais na cloud. No ecossistema Salesforce, essa realidade traduz-se numa evolução contínua dos mecanismos de autenticação, com uma aposta crescente em métodos resistentes a phishing, baseados em standards como FIDO2 e WebAuthn. 

Embora a autenticação multifator (MFA) já faça parte da realidade da maioria das organizações Salesforce, as recentes orientações da Salesforce apontam para um reforço dos requisitos de segurança e para uma maior adoção de métodos de autenticação mais robustos, incluindo autenticadores integrados nos dispositivos, chaves de segurança e, futuramente, passkeys. 

A questão para as empresas não é apenas tecnológica. É também operacional. 

 

A evolução da MFA no Salesforce

A Salesforce suporta atualmente vários métodos de verificação de identidade, incluindo aplicações autenticadoras, chaves de segurança físicas e autenticadores integrados nos dispositivos, como Windows Hello, Touch ID e Face ID. 

Segundo a documentação oficial da Salesforce, as organizações devem privilegiar métodos de autenticação resistentes a phishing ("phishing-resistant authentication"), nomeadamente autenticadores integrados e chaves de segurança compatíveis com FIDO2/WebAuthn. Estes métodos reduzem significativamente o risco associado ao roubo de credenciais e ataques de engenharia social. 

Além disso, a Salesforce anunciou alterações aos requisitos de MFA para 2026, reforçando a utilização de métodos resistentes a phishing para determinados perfis de utilizador e contextos de acesso. 

 

Porque é que isto é relevante para as empresas?

Muitas organizações associam a MFA apenas à introdução de um código adicional durante o login. No entanto, a evolução atual vai muito além disso. 

Os novos modelos de autenticação procuram eliminar dependências de passwords e códigos temporários, substituindo-os por mecanismos criptográficos associados ao dispositivo do utilizador. 

Na prática, isto significa: 

  • Menor exposição a ataques de phishing; 
  • Maior segurança para utilizadores privilegiados; 
  • Melhor experiência de utilização; 
  • Redução da dependência de passwords reutilizadas ou comprometidas. 

Ao mesmo tempo, surgem novos desafios de gestão que as equipas de IT e os administradores Salesforce devem considerar. 

 

O impacto para administradores Salesforce

Do ponto de vista da administração da plataforma, a evolução da autenticação exige preparação. 

Algumas questões que merecem avaliação incluem: 

Compatibilidade de dispositivos 

Nem todos os dispositivos utilizados pelos colaboradores suportam Windows Hello, Face ID, Touch ID ou outros mecanismos compatíveis com WebAuthn. 

Métodos alternativos de autenticação 

Nem todos os utilizadores poderão utilizar autenticação biométrica ou autenticadores integrados. É importante garantir mecanismos alternativos devidamente configurados. 

Utilizadores privilegiados 

Administradores Salesforce e utilizadores com permissões críticas serão cada vez mais alvo de requisitos de autenticação reforçada. 

Ambientes de teste e sandbox 

As alterações relacionadas com autenticação devem ser sempre validadas em ambientes sandbox antes da implementação em produção. 

O papel da biometria 

Existe frequentemente a perceção errada de que a Salesforce passa a armazenar dados biométricos dos utilizadores. 

Na realidade, os métodos suportados através de FIDO2 e WebAuthn funcionam de forma diferente. 

Quando um utilizador utiliza Face ID, Touch ID ou Windows Hello, a validação biométrica ocorre localmente no dispositivo. A Salesforce não recebe a impressão digital nem a imagem facial do utilizador. Apenas recebe uma confirmação criptográfica de que a identidade foi validada com sucesso. 

Esta arquitetura permite aumentar a segurança sem introduzir riscos adicionais relacionados com armazenamento centralizado de dados biométricos. 

 

O que recomendamos às organizações

Independentemente do ritmo de adoção destas novas capacidades, existe um conjunto de boas práticas que recomendamos aos clientes Salesforce: 

  • Rever a estratégia atual de MFA; 
  • Inventariar os dispositivos utilizados pelos colaboradores; 
  • Identificar utilizadores com privilégios elevados; 
  • Garantir métodos alternativos de autenticação; 
  • Testar novas configurações em sandbox; 
  • Atualizar políticas de gestão de acessos e dispositivos; 
  • Preparar comunicação interna para futuras alterações. 

As organizações que iniciam este trabalho de forma antecipada conseguem reduzir o impacto operacional de futuras evoluções da plataforma e garantir uma experiência de utilização mais fluida. 

 

Conclusão

A evolução da autenticação no Salesforce acompanha uma tendência global: menos dependência de passwords, mais segurança baseada em criptografia e dispositivos confiáveis. 

Para as empresas, a oportunidade está em encarar estas mudanças não apenas como uma exigência técnica, mas como uma forma de reforçar a segurança, reduzir risco operacional e preparar a plataforma para os próximos anos. 

Na WorldIT, acompanhamos de perto estas evoluções e ajudamos as organizações a avaliar o impacto das novas funcionalidades Salesforce, definir estratégias de autenticação adequadas e garantir uma implementação alinhada com os requisitos de segurança e compliance de cada negócio. 

Fontes 

  • Salesforce Security – Multi-Factor Authentication 
  • Salesforce Help – Verification Methods for Multi-Factor Authentication 
  • Salesforce Help – Built-In Authenticators for MFA 
  • Salesforce Help – Security Keys for MFA 
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